segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Estudo da Penn University constata que antioxidante encontrado em vegetais tem implicações para o tratamento da fibrose cística


Um estudo muito interessante foi publicado pro cientistas da Universidade da Pensilvânia esta semana.

Cientistas da Universidade da Pennsylvania School of Medicine descobriram que um antioxidante encontrado em vegetais como brócolis e couve-flor protege as células dos danos causados por produtos químicos gerados durante a resposta inflamatória do organismo a infecções e lesões. A descoberta tem implicações para doenças secundárias a inflamação, como  a fibrose cística (FC), diabetes, doença cardíaca, e neurodegeneração.

Através de estudos em cultura celular e síntese bioquímica conhecida de antioxidante,  Zhe Lu, MD, PhD, Professor de Fisiologia, Yanping Xu, MD, PhD, Senior Research Investigator, e Szép Szilvia, PhD, pesquisador de pós-doutorado, mostraram que o tiocianato, antioxidante normalmente existentes no organismo protege as células do pulmão de danos causados por acúmulo de água oxigenada e hipoclorito, o ingrediente ativo na lixívia. Estes produtos químicos potencialmente perigosos são produzidos pelo organismo como uma reação à infecções e lesões. Além disso, o tiocianato também protege as células de hipoclorito produzidos em reações envolvendo a mieloperoxidase (MPO), uma enzima liberada a partir do combate entre um germe e as células brancas do sangue durante a inflamação. Eles publicaram sua descoberta esta semana no Proceedings of the National Academy of Sciences. Lu também é um investigador do Instituto Médico Howard Hughes.

Ralação com a FC

As lesões do pulmão causadas pela inflamação excessiva e pelas infecções recorrentes causa cerca de noventa por cento dos sintomas de pacientes com FC e pela mortalidade. Embora conhecido como um canal de cloreto, o CFTR também conduz os íons tiocianato, importante porque, de várias maneiras, podem limitar a acumulação potencialmente prejudicial de peróxido de hidrogênio e hipoclorito de sódio, substâncias químicas produzidas pelo corpo para combater os germes.

Em pacientes com FC, também há uma alta incidência de diabetes, em parte, causada por dano ao pâncreas. O diabetes tipo 2 também está associado com níveis mais elevados de MPO no sangue. Os pesquisadores descobriram que as lesões causadss às células do pâncreas e às células endoteliais pelo MPO usado em suas experiências pode ser bastante reduzida com  100 micromolar de tiocianato. Essa descoberta levanta a possibilidade de que a MPO, na ausência de tiocianato adequada, contribui para a diabetes.

Nos experimentos em células, o tiocianato em concentrações abaixo de 100 micromolar não eliminou a acumulação de hipoclorito e não protegeu totalmente contra a toxicidade da MPO. Os autores supõe qeu níveis inadequados de tiocianato agravaria as lesões produzidas pela MPO pacientes que sofrem de doenças inflamatórias.

Esse artigo completo pode ser acessado através do link http://www.uphs.upenn.edu/news/News_Releases/2009/11/antioxidant-cystic-fibrosis/

Fonte: Penn Medicine

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Antes da publicação de seu comentário, ele deverá será avaliado pelo Editor. Pode demorar algum tempo para a publicação.